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Julho de 2009

15/07/2009 18:06:00

Comerciante: histórias do passado projetam o futuro




Figura relevante no dia a dia da comunidade, o comerciante, tem seu valor reconhecido pela data 16 de julho, instituída pelo presidente do Senado Federal, João Café Filho, em 1953. Homenagem merecida, uma vez que, o comércio é vital para a economia de uma nação.  

Sair da sua terra, deixar o seu lugar e tentar a vida em outra região ou país, assim o comércio aquidauanense se faz, de migrantes e imigrantes. Em meio a portas se abrindo e fechando, estão as histórias de Joarez João Bandeira de Melo, o Joarez da Malwee , o José Lopes, Casa Portuguesa e outras.  

Seu Joarez é aquidaunense, nascido no Morrinho, filho de pai Potiguar e mãe Cuiabana. Começou na lida aos dez anos de idade vendendo leite, “naquele tempo podia trabalhar”. Na adolescência dos 14 aos 17 anos, trabalhou como peão de boiadeiro em comitivas pelo pantanal com o padrinho Carlos Menezes.  
Emocionado, Joarez conta que depois da comitiva, trabalhou por dez meses na fazenda Nossa Senhora Aparecida, de Orestes Reis. “Era o único patrão que comia com a gente na mesa”, lembra.  

Após isso, vendeu palha de bocaiúva, foi charreteiro por quase dez anos e por fim, montou uma banca de roupas, que teve inicio no mercado municipal em 1976. Joarez lembra: “imagina uma pessoa que só conhecia Aquidauana e o pantanal ir parar em São Paulo para fazer compras”.  
Teve duas bancas nas ruas sendo uma, emprestada pelo Abel do Banco do Brasil. “Eu cuidava a casa dele e ele me emprestava a calçada para colocar a banca”. O aluguel do primeiro salão na rua 7 de setembro aconteceu dois anos depois, “aí foi o começo”, diz.  

Com luta, esforço e força de vontade, hoje, Joarez é empresário, pecuarista, pai de seis filhos e emprega dezoito pessoas. Orgulhoso, comenta que muitos dos seus funcionários formaram e são professores, biólogos e administradores.  
Outra história que merece ser contada é a do “Seo” Bernardino Lopes. Em 1918 ele abriu um quiosque próximo a estação ferroviária. Com idas e vindas a Portugal, em 1926 já casado, se fixou definitivamente em Aquidauana. Fundou a Casa Portuguesa, nas mediações de onde está instalada. É gerenciada, atualmente, pela terceira geração dos Lopes.  

Portas de madeira, sem forro, velho balcão com divisão de alimentos, decoração primorosa, produtos diversos. O diferencial estava no bacalhau pendurado à vista dos fregueses e na reunião dos patrícios. Neste ambiente criou os filhos Carlos, Mario, José e Eduardo. Com o tempo, o comércio ficou por conta do filho José Lopes, aquidauanense e pai de Cláudio e Flávio Lopes. Falecido em fevereiro deste ano, o comércio é administrado por Mariane e Cláudio Lopes. A Casa Portuguesa existe há 83 anos conduzido pela mesma família e mais tradicional e forte no município.  

Para a presidente da Associação Comercial e Empresarial de Aquidauana Adenir Costa, o comércio é a mola percussora da economia. “É uma classe que merece ser valorizada”, pontua. Segundo ela, o comércio de Aquidauana precisa se modernizar e estar atento ao mercado. “ Ser comerciante envolve luta e trabalho”, assinala.

O contato permanente com essas figuras, o carinho e respeito que expressam pelos clientes e em alguns casos já amigos, são dignas de homenagem. Dessa maneira o Governo Municipal de Aquidauana por meio do prefeito Fauzi Suleiman (PMDB) expressa sua admiração e consideração a aqueles que se dedicam a atender o próximo.   “O comércio cumpre um papel relevante na estrutura de um município. Nossa contribuição, enquanto governantes, é colaborar com a formação daqueles que nele atuam”, conclui.
 

Fonte: ACS/Aquidauana

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